×
Terça, 14 julho 2026
+352 223 228 – 1

"O homem no meio" — Alain Martin, Presidente da Delegação de Pessoal da Cardif Lux Vie

Fala-se muitas vezes do diálogo social de forma abstrata. Alain Martin fala dele a partir do concreto. Presidente da delegação de pessoal da Cardif Lux Vie S.A., atualmente dispensado a 100 % para exercer o seu mandato, resume a sua missão de forma simples: estar presente, ouvir, acompanhar e defender os colaboradores no dia a dia.
Chegado ao Luxemburgo em 2001, depois de uma primeira experiência profissional em França, Alain Martin entrou na Cardif em 2012. Nessa altura, nada indicava que se tornaria representante. Foi um período difícil, do ponto de vista humano, que o levou a comprometer-se. Quis agir para que outros não tivessem de enfrentar sozinhos certas situações no trabalho. «Eu próprio vivi algo difícil a nível humano e não queria que outros tivessem de passar por esse tipo de coisas.»
Tornou-se representante em 2014 e exerce atualmente o seu terceiro mandato, o segundo como presidente dispensado. Entretanto, aderiu à ALEBA. Uma escolha que, segundo ele, se impôs naturalmente. Encontrou ali uma abordagem mais próxima do terreno, mais apartidária e, acima de tudo, mais humana.

«Encontrei um sindicato mais centrado na pessoa», resume.

Para ele, uma vez eleito, um presidente de delegação deve estar presente para todos os colaboradores, sem distinção.
É também isso que explica a confiança que a sua equipa soube construir na Cardif Lux Vie ao longo das eleições sociais. Aos olhos dos colaboradores, o que mais conta é a pessoa — a sua presença, a sua escuta, a sua capacidade de agir. «As pessoas votam em quem ouve, em quem tem empatia, em quem está disponível e luta por elas», resume. Nesta lógica, o trabalho sindical não se resume a um rótulo. Constrói-se ao longo do tempo — pela consistência e pelos resultados.
O seu método é claro: defender os colaboradores com seriedade, sem fazer da confrontação um reflexo. Alain Martin fala de um trabalho paciente, assente na negociação, para obter progressos concretos. Entre os avanços que refere estão a revalorização dos vales de refeição, que passaram de 10,80 euros para 12,90 euros e depois para 15 euros, bem como o aumento da comparticipação nas despesas de transporte, de 35 para 50 euros. Menciona também o desenvolvimento de hubs, que permitem a alguns colaboradores, nomeadamente transfronteiriços, reduzir as suas deslocações e melhorar a sua qualidade de vida no trabalho. «Procuramos sempre dar-lhes um pouco mais», afirma.
Mas, para além dos dossiês coletivos, é a dimensão humana do mandato que mais transparece nas suas palavras. Por trás das reuniões e negociações, existem situações individuais: colaboradores em dificuldade, períodos de esgotamento, momentos em que é preciso ouvir, apoiar, orientar — por vezes, simplesmente estar presente. É neste acompanhamento que encontra o sentido mais profundo do seu compromisso. «O mais gratificante é sentir-se útil.»
O seu testemunho diz também algo mais amplo sobre o papel de um sindicato nos dias de hoje. Muitos trabalhadores, observa, só lhe reconhecem o valor quando surge um problema. No entanto, a seu ver, a adesão não deveria ser pensada apenas como um recurso em caso de dificuldade, mas também como um apoio a um quadro coletivo que protege todos os trabalhadores.

Se fosse preciso resumir numa só palavra o que encontrou na ALEBA, Alain Martin escolheria, sem hesitar, esta: humanidade. É esta palavra que percorre o seu percurso, a sua forma de trabalhar e a sua visão do diálogo social na Cardif Lux Vie.

Partilhe esta informação

Faça ouvir a sua voz

Torne-se membro hoje mesmo.

Quero-me registar

Porque os seus colegas contam consigo

Representante do pessoal da ALEBA, porque não você?

Junte-se a nós!
Ajuda